Padronização de Calçadas

por
Jaime Colorado
Jaime Colorado | Feb 25, 2015 | em Mobilidade Urbana

em cada lugar da cidade você observa uma calçada diferente, com material diferente, largura diferente, composição diferente, golas e canteiros de plantas diferentes e o mais impressionante: alturas relativas a rua diferentes.

Em alguns lugares, a colocação de sucessivas camadas de asfalto deixaram as calçadas mais baixas que a rua! Este tipo de calçada normalmente acaba virando estacionamento para motoristas mal educados e perde sua função para circulação de pedestres.

Antes de multar os proprietários, a Prefeitura deve definir o que efetivamente deve ser corrigido afim de assegurar os padrões necessários, inclusive intervindo naquilo que foi consequência de gestão inadequada publica.

Garantir os corretos padrões de calçada também contribui para reprodução de procedimentos que existem em Paris, onde os onibus conseguem alinhar perfeitamente com a calçada, permitindo o acesso ao mesmo sem risco para idosos.

editado em fev 26, 2015 por Jaime Colorado

José Henrique Melman Feb 25, 2015

Uma ideia antiga minha, que nem cheguei a apresentar no Ágora, mas fiz no Rio+ seria a criação de blocos/módulos de calçada seguindo padrões definidos, como se fossem "tampas" sobre o solo.

Esses módulos viriam em tamanhos pré-definidos e com o piso para circulação assentado, obviamente pensado para segurança do pedestre: não escorregadio, sem frestas finas que prendam saltos, etc.

A circulação ficaria melhorada, já que poderia ser feita sem desníveis, e em caso de obras, bastava retirar temporariamente o bloco, fazer os reparos no subsolo e voltar a colocar o módulo, deixando a calçada sem remendos.

Jaime Colorado Feb 25, 2015

Este conceito de blocos está sendo utilizado no Porto Maravilha, onde lajotas cobrem o solo e são removiveis e aproveitadas ou substituidas de forma padronizada.

Neste caso é uma solução até mais simples: Qual a altura do meio-fio em relação ao asfalto? Onde está este padrão? O foco é permitir acessibilidade e impedir, por exemplo, o uso de calçadas como estacionamento no mesmo nível da rua, além de ser referência para os onibus de piso baixo, como funciona em Paris.

Simone Unanue Mar 4, 2015

Acho interessante estipular padrões e normas, o que na verdade já existe, apenas não é seguido ou fiscalizado. Porém, não concordo em criar modelos, pois deixaria a cidade com um visual monótono; a diversidade de materiais e texturas cria um visual muito atrativo e agradável.

Jaime Colorado Mar 4, 2015

Nova York tem um padrão, mas  cidade é longe de ser monotona! :)

Já existe padrões específicos de pedra portuguesa em algumas ruas, mas o projeto não é para a exceção que existe e sim para o padrão que não existe.

Já que você disse que há padrão, sabe qual a altura do meio fio? É algo que muitos aqui do Àgora não acharam.

José Henrique Melman Mar 9, 2015

O padrão a que me referi seria um "lajotão de 2mX5m", mas seguindo o padrão de desenhos e materiais da área (pedras portuguesas desenhadas assim ou assado/concreto colorido/etc)

Sobre a questão de ruas x calçadas, fiz uma proposta talvez um tanto ingênua (porque não teve nenhum voto ou comentário até o momento) de adequação de perfis das ruas para segurança de pedestres: https://desafioagorario.crowdicity.com/post/84234

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Arlindo Pereira Mar 10, 2015

A ideia é boa, mas acho que isso passa por uma mudança de legislação, responsabilizando a prefeitura e não o morador/estabelecimento a conservar a calçada. Acho que essa legislação da forma que existe hoje é absurda e não tem o menor cabimento, as pessoas são egoístas e não vão botar um centavo do bolso delas para manter as calçadas bonitas, tanto é que somente nas regiões onde a prefeitura mete a mão para fazer calçadas de forma padronizada que isso funciona (Rio Cidade etc.). Você se imagina morando numa casa de esquina e fazendo calçada com rebaixamento para cadeirantes do próprio bolso? Nem eu.

Jaime Colorado Mar 12, 2015

A minha ideia não muda a legislação, pelo contrário, cobra que ela seja cumprida e define padrões para a cobrança.

Acho sim que a gestão local é mais eficiente, que o dono da calçada ao gastar dinheiro nela vai ter o cuidado de não mandar suas visitas estacionar sobre elas.

Inclusive, nesta outra ideia ainda estipulo um valor de multa maior.

https://desafioagorario.crowdicity.com/post/86311

Tem mais um detalhe: Municipalizar calçada é fazer com o dinheiro do dono da casa e de todos os moradores da cidade, através do seu IPTU, pagar por esta obra 3 ou 4 vezes mais do que pagaria ele mesmo. Empreiteiras sempre cobram mais da Prefeitura.

Arlindo Pereira Mar 12, 2015

Discordo veementemente disso. Você realmente acredita que o morador pobre de, digamos, Ramos, Cordovil, Campo Grande, vai gastar dinheiro do bolso dele para fazer calçada padronizada igualzinha à do vizinho, utilizando os mesmos materiais que todo o quarteirão, com rebaixamento de guia nas esquinas, piso podotátil e tudo o mais? Isto é trabalho da prefeitura. No fim das contas, as calçadas só são padronizadas aonde a prefeitura meteu a mão para fazer, seja nos bairros ricos, seja nos pobres, através de iniciativas como o Rio Cidade.

Jaime Colorado Mar 13, 2015

Cumpra-se a lei:

Lei Municipal nº 1.350, de 26 de outubro de 1988, obriga todos os proprietários de imóveis particulares, sejam residenciais ou comerciais, a construir, conservar e limpar as calçadas diante de seus imóveis.

Sim. é obrigação do morador como diz na lei, e a padronização consegue definir se o morador cumpriu a lei ou não.

E ainda tem a fiscalização:

https://desafioagorario.crowdicity.com/post/86311

Arlindo Pereira Mar 13, 2015

Pois então, eu discordo quanto ao ponto "construir", acho que quem tem que construir é a prefeitura - como de fato vem acontecendo em todos os terrenos residenciais de habitações simples da cidade.

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Luiz Henrique Barroso Mar 14, 2015

Infelizmente a Prefeitura empurrou no morador. Em outras grandes capitais do mundo, por exemplo Paris, a calçada é padronizada. É asfáltica. Sim! Por isso o pessoal vai até de patinete para o trabalho. Mas é a prefeitura que faz...

Por mim acabava logo com essas malditas pedras portuguesas. Só servem para torcer o pé. A manutenção custa uma fortuna. Ainda servem de arma durante atos de vandalismo.


Ágora Rio Apr 2, 2015

This idea has been advanced to the next phase

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