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Qualidade Cidadã para o Ônibus Urbano Comum

Postado por Ágora Rio (Admin) Nov 17, 2014

Informações gerais:

Autor:  LUIZ VILLANO

Fase de discussão:

  • Avaliações positivas: 64
  • Avaliações negativas: 0

 

Fase de avaliação:

  • Avaliação de 1 estrela: 21
  • Avaliação de 2 estrela: 1
  • Avaliação de 3 estrela: 1
  • Avaliação de 4 estrela: 3
  • Avaliação de 5 estrela: 20
  • Média: 3,00

 

Descrição:

Definir o padrão dos ônibus urbanos comuns, não mais permitindo carrocerias sobre chassis “tipo caminhão”, motor dianteiro e piso elevado.

Comentários destacados:

De acordo com o autor da proposta, a maioria dos ônibus tem suas carrocerias montadas sobre chassis “tipo de caminhão”, com motor dianteiro. O piso é elevado, sendo necessário galgar dois lances de degraus. O acesso de cadeirantes é por elevador, manobrado “in loco” pelo motorista. A última Olimpíada em que houve tal situação foi a de Atlanta (1996), onde foi preciso improvisar rampas para minorar o tempo despendido e o desconforto (O GLOBO). O ônibus em grande parte do mundo, e que foi escolhido para os BRTs, tem motor traseiro, transmissão automática, chassi rebaixado, com possibilidade de inclinação para melhor acesso de passageiros, rampa para cadeirantes, ar condicionado (com controle de climatização). As empresas só colocam ar condicionado nos ônibus novos, sem mudar o chassi (Vila Isabel e São Silvestre - alguns têm o padrão proposto). Mesmo que não seja possível todos os ônibus estarem neste padrão até as Olimpíadas, deixaríamos um legado de sinalização de futuro para a cidade. 

Resposta das secretarias:

SMTR: Na discussão, a Secretaria afirmou que atualmente 65% da frota urbana de ônibus do Rio é composta por ônibus novos ou seminovos, contando com todos os equipamentos de acessibilidade, inclusive plataforma elevatória e piso baixo para embarque de passageiros com mobilidade reduzida. Os demais 35% já estão adaptados para acessibilidade, oferecendo os equipamentos: assentos preferenciais para obesos, gestantes e deficientes visuais – com espaço para cão-guia, campainha sonora diferenciada, balaústre táctil e piso antiderrapante. Por questões de segurança veicular, esses ônibus não podem receber a plataforma elevatória, mas até o fim de 2014 serão substituídos, ao expirar o prazo de sua vida útil, por veículos novos que contam com os equipamentos!

“A renovação está seguindo um compromisso firmado pelos consórcios operadores com a Secretaria Municipal de Transportes por ocasião da licitação, em 2010. Pela Norma ABNT 14.022, validada pela Resolução Conmetro 14 todos os veículos fabricados a partir de outubro (ABNT)/novembro (Conmetro) de 2008 já saem de fábrica obrigatoriamente com elevadores para cadeirantes. Como a legislação não pode retroagir, foi editada pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) a Portaria 260/2007 que regulamenta as adaptações para acessibilidade na frota de veículos já em uso até aquela data, com prazo final de julho de 2009. Todos os veículos do sistema fabricados antes de 2009 foram adaptados conforme Portaria 260/2007 e vistoriados pela SMTR.”

Essa publicação foi editada em nov 17, 2014 por Ágora Rio

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Comentários (3)

José Henrique Melman diz... Nov 19, 2014

O piso baixo deveria ser em toda a extensão do ônibus, não como nos atuais, citados pelo autor, que têm parte de piso baixo apenas até a metade do ônibus, e depois têm uma elevação íngrime após a porta central, de modo que os assentos acabam tão ou mais altos que os ônibus comuns e os passageiros acabam se aglomerando na parte baixa do ônibus.

Leonardo Cazes diz... Nov 19, 2014

Fiz um comentário nas fases anteriores e reforço aqui: não interessa se o ônibus é novo, como alega a SMTR. O problema é o modelo, feito em chassi de caminhão, com motor dianteiro e piso elevado. Na resposta da SMTR, ela alega que os ônibus estão quase todos adaptados. De novo, estão fazendo uma adaptação num modelo velho. Os ônibus nas maiores cidades do mundo obedecem ao padrão motor traseiro-piso rebaixado-ar condicionado. No edital de licitação não há previssão disso. É inacreditável que as empresas não tenham sido já na época obrigadas a se adequar a esse padrão mínimo. Se as linhas passassem por um verdadeiro processo de racionalização, os custos do sistema cairiam muito e seria suficiente para cobrir a aquisição de ônibus novos e ainda baixar o preço da passagem.

LUIZ VILLANO diz... Nov 24, 2014
DIEL, há um mês atrás, colocou que o modelo de ônibus proposto também "... evita arranques bruscos dos ônibus (típica atitude dos motoristas do Rio) já que com a transmissão automática é impossível tal atitude além de proporcionar baixa poluição sonora com o motor localizado sob o piso ou no fundo do ônibus."  Eu mesmo, também há um mês atrás, comentei : "Os ônibus novos com ar condicionado com chassi de caminhão e motor dianteiro que continuam entrando em circulação, além da poluição sonora dos motores também continuam apresentando frenagem estridente, que certamente ultrapassa o nível de decibéis permitido. Os poucos ônibus que circulam com o padrão "de ônibus" (motor traseiro, chassi rebaixado, transmissão automática, ar condicionado) também têm freios silenciosos. Sem falar no ranger das carrocerias nas curvas mais fechadas, que os ônibus montados em chassi de caminhão apresentam, mesmo novos." Desta forma, ressalto que a louvável decisão da Prefeitura de exigir que todos os ônibus urbanos tenham ar-condicionado redime uma  situação calamitosa, do calor insano que aflige os passageiros e trabalhadores dos ônibus, mas não atinge a meta, mais do que óbvia para a Cidade Olímpica, de  dotar todos os ônibus comuns (e não somente as composições dos BRTs) com um padrão adequado de conforto e de impacto no meio ambiente.
 
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